Nas notas técnicas aqui apresentadas discutimos a situação da pandemia
de Covid-19 no Brasil e em cada unidade da federação, apresentando os dados relevantes, realizando uma discussão de suas implicações e tecendo algumas recomendações para a mitigação da pandemia que ainda atinge fortemente o Brasil como um todo.

A pesquisa conta com a participação de pesquisadores de diferentes universidades do Brasil e de Portugal de diferentes áreas do conhecimento, o que é necessário para uma análise mais completa da situação complexa em que nos encontramos.

Nas notas, discutimos o quanto a ausência de uma política de apoio econômico substancial para enfrentar os resultados do isolamento social, única medida eficaz de enfrentamento da pandemia enquanto a vacinação da ampla parcela da população não ocorrer, resulta em pressões vindas de diferentes setores da economia para a retomada de atividades presenciais como forma de sobrevivência de cada setor. O número de vidas perdidas permanece alto, bem como um elevado índice de pessoas com graves sequelas que podem perdurar por um longo período.

Portanto, acelerar a vacinação de toda a população, não apenas de adultos, mas como também de adolescentes e crianças é imprescindível. Atingir a imunidade de rebanho pela vacinação, a saber quando entre 70% a 80% da população estiver imune, é a principal estratégia de sobrevivência econômica e humana. Tentar atingir essa mesma imunidade permitindo que uma ampla parcela da população se infecte não é apenas anti-ético e inumano, mas também impraticável, como discutimos nas notas. Realizamos projeções da evolução da pandemia e prevemos que, se mantidas as atuais condições e ritmo de vacinação, teremos ainda, pelo menos, mais cem mil mortos no Brasil nos próximos dois meses. Esse número pode aumentar se as poucas medidas de isolamento, ainda em vigor, forem suspensas.

A chegada de novas cepas mais contagiosas, em particular a cepa delta (proveniente da Índia) pode piorar muito o cenário delicado atual no Brasil.

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